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Rua Valdomiro Silveira

17 JAN 2017
17 de Janeiro de 2017

Valdomiro Silveira nasceu em Cachoeira Paulista, São Paulo, em 11 de novembro de 1873. Com dois anos de idade acompanhou a família para a capital e logo no ano seguinte, passaram a residir no município de Casa Branca, no mesmo estado.


Aos 17 anos, retornava a São Paulo para iniciar o Curso de Direito. Nesta época, ensaiava os primeiros passos como poeta. Um ano antes, em 3 de agosto, fazia estampar na Gazeta do Povo, o soneto intitulado “Desesperança”.


Ainda no 1º ano da faculdade, absorvido pela literatura e pelos amores com a jovem e inteligente Isabel, sua futura esposa, teve nos exames finais, a decepção de ser reprovado numa matéria do curso. Repreendido pelo pai, resolveu abandonar a poesia, escrevendo na ocasião, uma crônica sob o título de “Apostasia”, que publicou em “O Mercantil”, em 19 de maio de 1891.


Conseguiu depois galgar o 2º ano da faculdade e daí por diante, completou o curso sem qualquer obstáculo. Ao final, foi escolhido como orador da turma, sendo a peça oratória transcrita no Correio Paulistano de 23 de janeiro de 1895. 

Formado, foi nomeado promotor público de Santa Cruz do Rio Pardo, onde sentiu despertar o gosto pelos assuntos sertanejos, procurando a convivência dos caboclos, dedicando-se à caça e à pesca. 


Seu primeiro trabalho no gênero sertanejo foi um conto, publicado em O País, na Guanabara. O Rabicho saiu no Diário Popular, em São Paulo, em 13 de setembro de 1894, tornando-o pioneiro da literatura regionalista, segundo Agenor Silveira.


Foi grande amigo de Euclides da Cunha, justamente na época em que ele escrevia Os Sertões, às margens do Rio Pardo. Indo ali, na Companhia de Francisco Escobar, quando residia em Casa Branca, Estado de São Paulo, tornou-se amigo do grande escritor. 


Morou em Santos a partir de 17 de junho de 1905. Convidado, então, por Martim Francisco entrou para o seu escritório de advocacia, ali ficando até o fim da vida, sendo considerado santista de adoção. 


Colaborou, semanalmente, em O Estado de São Paulo, no período de 1900 a 1905, publicando dezenas de contos caipiras. 


Foi eleito deputado federal por São Paulo e exerceu o cargo de Secretário da Educação e Saúde Pública e também da Justiça e Segurança Pública, em 1932. Foi ainda deputado na Constituinte Paulista tendo exercido a vice-presidência e presidência da mesma. Faleceu em Santos, em 3 de abril de 1941.


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