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Mário Américo: o "pombo-correio" da seleção brasileira

02 JUL 2018
02 de Julho de 2018
Foto: Fifa World Football Museum

Mário Américo é um nome bastante conhecido em nosso bairro. Ele foi massagista de seleção brasileira de futebol das Copas de 1950 a 1974.

 

Nascido em Minas Gerais, desembarcou sozinho em São Paulo aos 8 anos de idade. Em 1976 foi eleito vereador de São Paulo.

 

Encerrou sua carreira como fisioterapeuta, atendendo em sua clínica no bairro do Imirim. Faleceu em 1990 aos 78 anos.

 

O site oficial da FIFA destacou Mário Américo como herói esquecido da seleção brasileira.

 

Neste link você assiste ao vídeo produzido pela FIFA TV que conta uma curiosa tática com a colaboração do massagista que recebeu o apelido de “Pombo-Correio”. Abaixo, segue a transcrição do áudio em português.

Existe uma lenda do futebol brasileiro que você não deve ter ouvido falar.

 

Um homem que esteve nas Copas da melhor era do Brasil.

 

Seu nome: Mário Américo. O Pombo-Correio.

 

Ele pode não estar diretamente ligado a um futebol habilidoso e envolvente. Ou ser reconhecido como muitos de seus compatriotas.

 

Mas Mário Américo foi um ponto chave das maiores conquistas do Brasil.

 

De 1950 a 1974, ele era o massagista oficial da Seleção Brasileira. Mas na realidade, era muito mais do que isso.

 

Sempre com uma pochete de couro, sua marca registrada, ele entrava no campo para tratar os jogadores, mas também levava mensagens do banco.

 

Vicente Feola, técnico campeão da Copa de 1958, fazia gestos para os jogadores simularem lesão.

 

Em seguida, Américo corria com as instruções do treinador escondidas na pochete. Daí o nome “Pombo-Correio”.

 

Conhecido como o homem que introduziu o alongamento antes dos jogos do Brasil, seu momento mais famoso aconteceu na final da Copa de 1958.

 

No dia da final, o chefe da delegação brasileira, Paulo Machado de Carvalho, chamou Mário Américo no seu quarto de hotel com uma missão: “Quando o jogo acabar, pegue a bola”.

 

A tarefa não era tão simples. Naquela época, não era comum alguém pegar a bola do jogo. 

Mas assim que o árbitro francês Maurice Guigue apitou o fim do jogo, Américo estava em campo.

 

Ele pegou a bola do juiz e correu para o vestiário, perseguido pela polícia sueca.

 

No vestiário, Américo escondeu a bola e pegou uma réplica antes de voltar para o campo.

 

O plano deu certo, e Mário Américo escapou da punição. E o mais importante: ele saiu com a bola.

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