Por que parece que a vida no bairro antigamente era melhor?

Você já teve a sensação de que a vida no bairro antigamente era melhor do que a dos tempos atuais?


em 20/08/2018 às 16:53 hs

Sabe, às vezes, bate aquela saudade danada aqui no peito, quando a gente se lembra dos tempos de outrora.

A cada amanhecer, o caminhar pelas ruas do bairro era algo extremamente acolhedor, afinal, as pessoas todas se saudavam, dando bom dia, acenando. Todo mundo se conhecia, e isso fazia com que um bairro fosse uma espécie de extensão da nossa própria família.

Bons tempos, onde ficávamos conversando na porta de casa, até altas horas, sem se preocupar se alguém mal-intencionado poderia nos assaltar.

Lembra quando as brincadeiras na rua eram comuns? As ruas do bairro do Imirim, por exemplo, eram extremamente vivas. Havia algo mágico em estar lá, interagindo, brincando e até mesmo brigando. Afinal de contas, que garoto ou garota, vez ou outra, não se estranhava com um colega vizinho e, como dizíamos naqueles tempos, “saíam na mão”?

Taco, bolinha de gude, pega-pega, esconde-esconde, futebol, queimada. E quando batia a sede, sempre tinha um vizinho lavando a calçada. Bebíamos a água diretamente da mangueira, e já saímos em nova disparada. Afinal, ainda precisávamos empinar pipa e andar de carrinho de rolimã e bicicleta.

E quando acabava o café ou o açúcar, não havia cerimônia: era só chamar na casa do lado, a Dona Maria ou a Dona Sônia, que prontamente emprestava uma xícara de pó de café.

E as árvores eram muito mais presentes, fazendo aquela sombrinha reconfortante quando estava aquele sol escaldante. Sem contar que também serviam como brinquedo para as crianças que escalavam seus galhos.

O tempo passou, a “evolução” criou um novo cenário. Se antes, para conversar com nossos amigos e vizinhos, quando não íamos encontrá-los em suas casas, na praça ou nas festas populares ( como as inesquecíveis Quermesses) no máximo telefonávamos, hoje em dia a tecnologia é o “carro-chefe” da comunicação, e a internet parece dominar a interação.

Como diz uma frase do grupo musical Inquérito: “As pessoas só se falam por e-mail, a convivência é um anexo que não veio”. O olho no olho foi trocado pelas telas, redes sociais e aplicativos de bate papo.

As brincadeiras de rua, vez ou outra, “ainda respiram” em algumas poucas ruas. A maioria das crianças fica “protegida” em casa, “presas” em seus modernos smartphones e entretidas em videogames de última geração. Parece também que hoje temos menos tempo (ou será que não sabemos aproveitá-lo como antes?).

Além disso, a falta de segurança mudou a nossa forma de nos relacionarmos com o bairro. Será que com a “evolução” a violência também progrediu? Novos tempos, novos valores?

O popular desfile de fanfarra, já não se vê. O que vemos e ouvimos, (na verdade, somos obrigados a ouvir), são carros equipados com poderosos sistemas de som em volume máximo com “música” de gosto, no mínimo, questionável.

É impossível não se sentir um tanto quanto saudosista, ao comparar como era nosso bairro antes e como ele é agora, não é mesmo?

Por mais que hoje tenhamos facilidades que antigamente, sequer pensávamos que poderiam existir, muita gente que viveu em outra época carrega consigo um sentimento de que naquele tempo era melhor.

E você, o que pensa a respeito? Conte pra nós!



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